ECONOMIA HOJE: PRESSÃO NA SELIC, ALÍVIO NO DÓLAR E MERCADO EM ALERTA

​1. Juros para Cima: Mercado Eleva Projeção da Selic
​Após a divulgação do último Boletim Focus, o mercado financeiro recalculou as rotas. Diante da persistência da inflação, os analistas subiram a projeção da taxa Selic para 13,25% ao ano até o fim de 2026 (antes a estimativa era de 13%). O recado é claro: os juros devem continuar altos por mais tempo para tentar frear o consumo.
​2. IPCA Sobe pela 10ª Semana Consecutiva
​A previsão para o IPCA de 2026 subiu de 4,91% para 4,92%. É a décima semana seguida de alta nas projeções, consolidando o estouro do teto da meta estabelecida pelo governo (que é de 4,5%). O vilão do mês continua sendo o grupo de alimentos e bebidas, somado aos reflexos do combustível.
​3. Dólar Alivia e Fecha Abaixo de R$ 5,00
​Em um movimento de alívio internacional, o dólar recuou e fechou a última sessão cotado a R$ 4,98. A queda foi impulsionada por declarações vindas de Washington que sinalizaram um recuo nas tensões geopolíticas com o Irã, diminuindo a aversão global ao risco e acalmando os investidores.
​4. Ibovespa Segue Sob Pressão
​O mercado de ações brasileiro teve um dia tenso, com o Ibovespa fechando aos 176.975 pontos (leve queda de 0,17%). Embora as tensões no Oriente Médio tenham dado uma trégua no fim do dia, a fuga de capital estrangeiro — que já soma R$ 3,9 bilhões em retiradas neste mês — limita uma reação mais forte da bolsa.
​5. Exportações Garantem Ritmo da Balança
​Apesar da volatilidade financeira, a corrente de comércio do Brasil atingiu US$ 27,9 bilhões até a segunda semana de maio. O setor agropecuário e a indústria extrativa continuam sustentando o superávit, mesmo com quedas pontuais nas vendas de commodities específicas como o café e o minério de ferro.
​Giro Rápido ATNEWS: Para o bolso do consumidor mineiro, o cenário exige cautela: o dólar abaixo de R$ 5,00 ajuda a segurar parte dos importados, mas a projeção de juros e inflação mais altas joga contra o crédito e o poder de compra neste trimestre.

ALERTA NO SUPERMERCADO: LEITE DISPARA E LIDERA ALTAS EM MAIO
​Se o consumidor mineiro já estava assustado com a inflação, o setor de lácteos trouxe mais um balde de água fria. O leite longa vida registrou uma forte alta de 13,85%, tornando-se o principal vilão e o item que mais pressionou a inflação ao consumidor, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos últimos meses, o acúmulo da alta já beira os 20%.
​Por que o leite subiu tanto?
​Menos leite no campo: A entressafra e a menor qualidade das pastagens reduziram a captação de leite cru. Com menos produto disponível, os laticínios estão brigando para conseguir a matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor (que subiram mais de 10% segundo o Cepea).
​Impacto dos Combustíveis: A alta global do petróleo encareceu o óleo diesel. Como a cadeia do leite depende 100% de transporte refrigerado diário para coletar nas fazendas e distribuir no varejo, o custo do frete foi repassado direto para a caixinha no supermercado.
​Custos de Produção: O bolso do produtor rural também sofre. A energia elétrica residencial/rural subiu 1,64% e os custos com ração animal continuam pesando, o que faz o pecuarista segurar os investimentos na produção.
​Impacto ATNEWS: O derivado do leite (como queijo muçarela e manteiga) deve acompanhar essa tendência de alta nas próximas semanas, pressionando ainda mais o café da manhã das famílias em Minas Gerais.

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