ECONOMIA HOJE: INFLAÇÃO PRESSIONADA, BOLSA FAMÍLIA E TENSÕES GLOBAIS
### **Inflação no Teto e Petróleo Alto**
O mercado financeiro continua em alerta com a **8ª alta consecutiva na projeção do IPCA para 2026**, que se firmou em **4,89%**, estourando o teto da meta (4,5%). O grande vilão segue sendo o cenário internacional: o conflito no Oriente Médio mantém o barril de petróleo volátil na casa dos **US$ 107 a US$ 110**, gerando forte pressão sobre o preço dos combustíveis no Brasil. A taxa Selic projetada para o fim do ano é de 13%.
### **Giro de Notícias Importantes:**
* **Início dos Pagamentos do Bolsa Família:** O governo federal inicia hoje o calendário de pagamentos de maio. O valor mínimo é de R$ 600, com adicionais de R$ 150 para crianças de até 6 anos e R$ 50 para gestantes e jovens. Os depósitos seguem o final do NIS, começando hoje pelo final 1.
* **Saque-Aniversário do FGTS:** O governo autorizou a liberação de **R$ 8,4 bilhões** para trabalhadores que optaram pela modalidade. A novidade para o fim deste mês é a permissão do uso desses recursos para a renegociação e quitação de dívidas.
* **Balança Comercial Aquecida:** A corrente de comércio parcial de maio já registra um crescimento expressivo de **22,2%**, atingindo a marca de US$ 15,36 bilhões, impulsionada pelo ritmo forte das exportações brasileiras.
* **Guerra Comercial EUA x China:** Em encontro recente entre Donald Trump e Xi Jinping, a China sinalizou maior compra de produtos agrícolas americanos. Apesar disso, o Brasil continua consolidado como um dos maiores parceiros dos chineses, caminhando para um ano recorde na exportação de soja e carne bovina.
### **Mercado Financeiro (Último Fechamento):**
* **Ibovespa:** Operando na casa dos 180.342 pontos (com perdas recentes puxadas pelo cenário de juros altos nos EUA e queda nos lucros da Petrobras).
* **Dólar:** Cotado na estabilidade, próximo a **R$ 4,89**.
> **Análise Rápida:** Para o início da semana, o foco do mercado se divide entre a cautela com a inflação doméstica e o fôlego que o varejo pode receber com a injeção dos bilhões do Bolsa Família e do FGTS na economia real.
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