Mistério envolvendo o passaporte de Eliza Samudio chega ao fim e verdade vem à tona
Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em Portugal e esclarece mistério sobre paradeiro internacional
Documento estava em um apartamento alugado; descoberta reacendeu teorias sobre o caso, mas registros consulares confirmam retorno da modelo ao Brasil anos antes de seu desaparecimento.
DA REDAÇÃO
A descoberta recente do antigo passaporte de Eliza Samudio em um apartamento em Portugal trouxe novamente aos holofotes um dos crimes mais emblemáticos do Brasil. O documento foi localizado por um inquilino, não identificado, que encontrou o item escondido entre livros em uma estante. Ao reconhecer a foto da modelo, o homem acionou a imprensa brasileira.
A revelação alimentou temporariamente teorias de que Samudio poderia estar viva em território europeu. No entanto, uma análise detalhada dos registros encerrou o debate.
Histórico de Viagem
O passaporte, emitido em maio de 2006, registra a entrada de Eliza na Europa em 2007. Contudo, não havia registro de saída no documento físico porque ele foi deixado para trás. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, Eliza retornou ao Brasil em novembro de 2007 utilizando a Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), um documento provisório emitido por repartições diplomáticas.
Ao desembarcar no Brasil, a ARB foi retida pela Polícia Federal, o que comprova que a modelo já estava em solo brasileiro anos antes de seu desaparecimento, ocorrido em junho de 2010. O passaporte encontrado em Portugal perdeu a validade em 2011.
O Crime e as Condenações
Eliza Samudio desapareceu aos 25 anos após cobrar o reconhecimento de paternidade de seu filho, Bruninho, do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes. Embora o corpo nunca tenha sido localizado, a Justiça declarou sua morte baseada em depoimentos e provas técnicas.
Em 2013, o goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão (pena posteriormente reduzida) por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Outros envolvidos também foram sentenciados:
* Marcos Aparecido dos Santos (Bola): 34 anos de reclusão.
* Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão): 15 anos de reclusão.
Declarações Recentes
Apesar das condenações, Bruno Fernandes continua negando ser o mandante do crime. Em declarações recentes, o ex-atleta afirmou que "dorme com a consciência tranquila" e que, embora não se considere um "anjo", refuta o rótulo de "demônio" atribuído a ele pela opinião pública, alegando erros no processo judicial.
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