Três técnicos de internet foram assassinados pelo Comando Vermelho
SALVADOR – Três técnicos de internet foram assassinados pelo Comando Vermelho (CV) na região do Alto do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, após a empresa para a qual trabalhavam ser alvo de extorsão. Segundo investigações e relatos de familiares, a facção exigia o pagamento de uma "propinas" ou "pedágio" para permitir a operação da provedora de serviços na área.
As vítimas foram identificadas como Ricardo Antônio da Silva Souza, 44 anos; Jackson Santos Macedo, 41; e Patrick Vinícius dos Santos Horta, 28. Os corpos foram encontrados com as mãos e pés amarrados, ainda trajando o fardamento da empresa, com marcas de tiros.
Sequestro e execução
De acordo com fontes policiais, os técnicos realizavam uma instalação nas proximidades da localidade conhecida como "Inferninho", em Marechal Rondon, na tarde desta terça-feira (17). Ao saírem do serviço, foram interceptados e sequestrados por criminosos, que os levaram até a Rua 3, no Alto do Cabrito, local utilizado pelo grupo como ponto de desova.
Relatos de familiares indicam que Ricardo já havia sofrido ameaças prévias enquanto trabalhava. Na ocasião, traficantes teriam ordenado que ele transmitisse um ultimato à empresa: caso o pagamento não fosse efetuado, os funcionários seriam mortos. "Eles queriam propina e ele morreu inocente", desabafou um familiar sob condição de anonimato.
Histórico e investigação
A Polícia Civil informou que nenhuma das vítimas possuía antecedentes criminais ou qualquer envolvimento com atividades ilícitas. A empresa Planet Internet, provedora que atua em bairros como Pirajá e Subúrbio, foi procurada, mas ainda não se manifestou oficialmente.
O crime é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A prática de cobrança de taxas por facções criminosas para o funcionamento de serviços essenciais, como internet e gás, tem se tornado um desafio crescente para a segurança pública na capital baiana.
Policiais militares da 14ª CIPM isolaram a área para a perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Até o momento, ninguém foi preso.
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