DATAFOLHA DIVULGA A PRIMEIRA PESQUISA DAS ELEICOES 2026
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Datafolha: Desempenho de Flávio Bolsonaro e o Cenário da Direita para 2026
A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República revela o desafio que o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta para unificar o campo da direita e competir com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os dados coletados pelo instituto mostram uma acentuada diferença nas intenções de voto, colocando Flávio com o pior desempenho entre os nomes testados para a sucessão.
Cenários de Segundo Turno
Na simulação de um eventual segundo turno contra o presidente Lula (PT), os números são desfavoráveis para Flávio Bolsonaro:
* Lula (PT): 51%
* Flávio Bolsonaro (PL): 36%
A diferença de 15 pontos percentuais a favor de Lula é a maior registrada em comparação com outros potenciais candidatos da direita, como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.
Primeiro Turno e Rejeição
No cenário de primeiro turno com a presença de Flávio Bolsonaro, a disputa pela direita aparece fragmentada, com Lula mantendo a liderança isolada:
| Candidato | % dos Votos |
|---|---|
| Lula (PT) | 41% |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 18% |
| Ratinho Jr. (PSD) | 12% |
| Ronaldo Caiado (União Brasil) | 7% |
| Romeu Zema (Novo) | 6% |
Outro fator crucial é a taxa de rejeição. Flávio Bolsonaro está entre os mais rejeitados, com 38% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Para efeito de comparação, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é cotado pela direita, apresenta um índice de rejeição de 20%.
Conclusão
A pesquisa Datafolha, que ouviu 2.002 pessoas com margem de erro de dois pontos, indica que, embora Flávio Bolsonaro tenha o apoio declarado de seu pai, o caminho para consolidar sua candidatura e se tornar um competidor viável contra Lula exigirá que ele supere uma alta taxa de rejeição e consiga a adesão de eleitores que hoje preferem outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro. Os números reforçam que o desafio da oposição não é apenas encontrar um nome, mas sim um que demonstre potencial de vitória.
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