Esquema elaborado desviou mais de R$ 1 milhão em eletrodomésticos de fábrica em BH

Esquema contava com participação de funcionário e ex-colaboradores da empresa; desconfiança de um motorista de 37 anos foi crucial para desmontar a fraudeQuatro homens, com idades entre 21 e 34 anos, foram presos em flagrante, na noite dessa quinta-feira (27/11), suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de uma fábrica de eletrodomésticos localizada no bairro Olhos D'água, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O esquema, classificado pela polícia como "sofisticado", envolvia funcionários e ex-trabalhadores do local, que utilizavam notas fiscais falsificadas de São Paulo para retirar os produtos. O prejuízo estimado até agora já supera a casa de R$ 1 milhão.A ação policial teve início por volta das 21h, graças à desconfiança de um motorista de caminhão, de 37 anos. O condutor, que havia sido contratado por terceiros para realizar o frete e não tinha qualquer envolvimento com o bando, estranhou a atitude dos carregadores no momento do embarque das mercadorias, que faziam o serviço com muita "pressa", de acordo com o tenente Mateus Moyses Lemos, da 126ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar 
Crimes
Esquema elaborado desviou mais de R$ 1 milhão em eletrodomésticos de fábrica em BH
Esquema contava com participação de funcionário e ex-colaboradores da empresa; desconfiança de um motorista de 37 anos foi crucial para desmontar a fraude


Quando a PM chegou ao local, encontrou 48 equipamentos já carregados no veículo


Quatro homens, com idades entre 21 e 34 anos, foram presos em flagrante, na noite dessa quinta-feira (27/11), suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de uma fábrica de eletrodomésticos localizada no bairro Olhos D'água, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. O esquema, classificado pela polícia como "sofisticado", envolvia funcionários e ex-trabalhadores do local, que utilizavam notas fiscais falsificadas de São Paulo para retirar os produtos. O prejuízo estimado até agora já supera a casa de R$ 1 milhão.

A ação policial teve início por volta das 21h, graças à desconfiança de um motorista de caminhão, de 37 anos. O condutor, que havia sido contratado por terceiros para realizar o frete e não tinha qualquer envolvimento com o bando, estranhou a atitude dos carregadores no momento do embarque das mercadorias, que faziam o serviço com muita "pressa", de acordo com o tenente Mateus Moyses Lemos, da 126ª Companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar (PM).


"Ele achou estranho que os dois indivíduos que estavam com ele estavam carregando o caminhão de forma muito rápida. Ao verificar a nota fiscal das mercadorias, esse motorista percebeu que o endereço era diferente do que o contratante tinha passado para ele", detalhou o tenente. Diante das inconsistências, o caminhoneiro procurou um funcionário da empresa para checagem, momento em que se constatou que a nota fiscal apresentada para a liberação da saída era falsa.

"Quando chegamos à fábrica, os suspeitos que faziam o carregamento já tinham deixado o local. Mas abordamos o funcionário que tinha aprovado a nota, que acabou confessando que tinha um indivíduo que falsificava as notas e contratava o motorista e carregadores", detalhou. O responsável por "organizar" o esquema e que recebia as notas vindas de São Paulo, de 29 anos, era ex-funcionário do local. Diante das informações, a PM deu voz de flagrante ao trabalhador, de 34 anos, e conseguiu localizar e prender o "cabeça" do esquema, de 29, e outro ex-funcionário, de 21, que tinha deixado a empresa há cerca de um mês. Este segundo ex-trabalhador do local era o responsável por repassar para o homem que ainda atuava na fábrica as informações sobre os caminhões que chegariam ao local com as notas frias. 

Produtos eram levados para galpão na Grande BH
Diante das informações colhidas, os policiais conseguiram chegar até o endereço para onde os eletrodomésticos seriam levados, um galpão localizado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No local, foi preso um homem de 24 anos, apontado como o receptador dos produtos. 

"A nota fiscal do carregamento de hoje previa 70 fogões e, quando chegamos ao local, já tinham 48 destes equipamentos dentro do veículo. Quando a empresa percebeu a fraude, começaram a verificar outros carregamentos suspeitos, e, por enquanto, já estimaram pelo menos R$ 1 milhão de prejuízo", revelou o militar. O levantamento inicial abrange apenas o período a partir de julho deste ano, mas a polícia não descarta que o golpe pudesse acontecer há mais tempo.

A ocorrência foi encerrada com a prisão dos quatro suspeitos e a recuperação de parte da carga. Agora, a Polícia Civil deverá aprofundar as investigações, especialmente para identificar a origem das notas em São Paulo e para onde eram revendidos os equipamentos desviados pelo esquema. 

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