Brasileira mãe de sobrinho de porta-voz de Trump é detida pelo ICE nos EUA
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A brasileira Bruna Caroline Ferreira, mãe do filho de Michael Leavitt, irmão da secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, foi detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Boston, nos Estados Unidos. A prisão ocorreu em 12 de novembro e a brasileira permanece sob custódia, enfrentando possível deportação, enquanto a família tenta arrecadar fundos para a defesa.
Michael Leavitt confirmou a detenção da ex-companheira à rádio WBUR. O filho do casal, Michael Leavitt Junior, de 11 anos, mora atualmente com o pai em New Hampshire. "Minha única preocupação sempre foi a segurança, o bem-estar e a privacidade do meu filho", declarou Michael à emissora.
O advogado de Bruna, Todd Pomerleau, informou que o casal teve um relacionamento no passado, mas não mantém contato há vários anos. Segundo ele, Bruna estava indo buscar o filho na escola quando foi detida pela imigração. O advogado considera a prisão ilegal e afirma que ela viola os direitos da brasileira. As informações são da CNN.
A família da brasileira busca recursos para sua defesa legal por meio de uma campanha online coordenada por Graziela Dos Santos Rodrigues, irmã de Bruna. A vaquinha online já arrecadou US$ 19,2 mil (cerca de R$ 103 mil), 65% da meta de US$ 30 mil (R$ 160 mil) para custear despesas legais.
"Minha irmã, Bruna, foi detida recentemente pela imigração e agora está lutando para permanecer no país que considera seu lar há quase toda a vida. Ela manteve seu status legal por meio do DACA, cumpriu todos os requisitos e sempre se esforçou para fazer o que é certo. A ausência de Bruna tem sido especialmente dolorosa para seu filho de 11 anos, Michael Leavitt Junior, que precisa da mãe e espera todos os dias que ela volte para casa a tempo das festas de fim de ano", diz o texto no site GoFundMe.
Bruna imigrou para os EUA durante sua infância com a família e foi beneficiária do programa DACA, implementado durante o governo Obama. O programa oferece proteção temporária a imigrantes indocumentados trazidos para os Estados Unidos quando crianças.
Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos EUA, no entanto, apresentou versão diferente sobre a situação migratória da brasileira. Segundo o comunicado oficial, ela estaria ilegalmente no país desde junho de 1999, quando seu visto de turista B2 expirou. Ainda, eles afirmam que Bruna tem antecedentes criminais - o que é contestado pela defesa.
"O ICE prendeu Bruna Caroline Ferreira, uma imigrante ilegal brasileira com antecedentes criminais. Ela já havia sido presa anteriormente por agressão. Entrou nos EUA com um visto de turista B2, que exigia que ela deixasse o país até 6 de junho de 1999. Atualmente, ela está no Centro de Processamento do ICE no Sul da Louisiana e aguarda julgamento por deportação. Sob o governo do Presidente Trump e da Secretária Noem, todos os indivíduos em situação irregular nos Estados Unidos estão sujeitos à deportação", afirmou o porta-voz.
O advogado de Bruna contestou as alegações sobre antecedentes criminais. "Bruna não tem antecedentes criminais de forma alguma, não sei de onde isso surgiu. Mostre-nos as provas", rebateu Pomerleau.
Até o momento, nem a Casa Branca nem a secretária de imprensa Karoline Leavitt se manifestaram sobre o caso envolvendo a mãe do sobrinho da porta-voz presidencial.
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